quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Não consegui...



Insone, eu sinto o seu sentir, senhora!
Sobeja em mim saudade sem remédio
e, tolo, tento, então, tolher o tédio,
mas fico a fim do fim e o fim: demora...

Eu fito a face feia do agora
e meu medo maior infame e nédio
é não sorver seu santo e são assédio,
que é meu mel  e onde o meu eu mora!

 Eu era um anjo e a luz em mim ardia;
queimava sem queimar a quem, de fato,
amei, mas com o amor mais inexato...

Até tentei a tática tardia
de por a mim por par da poesia
 apenas pra compor o seu retrato...

Ronaldo Rhusso


 




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