sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011




Ele fica de fora...



Amigo a minha fé é racional

Não é enraizada tão somente
Na Letra ou naquilo que essa gente
Proclama de uma forma passional.



A minha experiência é real!

Jesus não é imagem em minha mente.
Tocou-me e fez-me um ser bem diferente,
Mas não consigo vê-Lo no Natal!



Eu converso com Ele todo o dia.

Pois renasce em mim cada manhã
E nossa convivência é séria, é sã...



No dia dEle eu vejo a fantasia

A presepada feia e de fé fria
Que no outro dia morre triste, vã...



Ronaldo Rhusso

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011





Instantâneo...

Desato os feixes de cores
que reverberam em meu sonso olhar...
Desato a louvar o Altíssimo
pelos dons que Ele concede!
Transmutar olhos em ouvidos,
palavras em sussurros,
delírios no sentir frenético e raro...

Ah! Inspiração que erradia euforia e 
avilta o tempo e o espaço!
Ah! Quimera ansiada e entronizada
no íntimo do ser...

Abismado e em sonho contemplo o jardim rico e lindo!
O jardim é pra mim duplamente importante
e é meridiano!

Da roseira mais nobre escolhi uma rosa olorosa e macia;
tão rosinha e enfeitada por pólens lisinhos!

Ela treme e se encolhe ao meu toque gentil
que, de longe, ressente feliz terno toque.
É a rosa que é rara e que inspira esses versos;
rosa inteira entre caules marfim-salmonados.

"— Ei Nirvana! Eis que és pouco e me rio de ti"!

Não concebe o meu gozo inefável, coitado...


"— Tu sorris, minha musa"?

Eis que a dor não supera esse brilho no olhar
que pressinto daqui, do covil de poeta
que é o salteador desse corpo, ora frágil.

Arrepio me percore ao provar dessa trama
ideada nos meus mais profundos recônditos!

"— Mera pausa, ó Prenda"!

"— Hora de conversar com quem há de fazer
tua dor desistir de morar ao teu lado"...

Ronaldo Rhusso

Que pena...

Destoo das hordas descrentes
E entoo um canto pro céu.
Ali haverá o discurso
Que soa qual dor para uns
E para outros só dissona?
Alterco sem nódoa no sangue,
Mas penso no turno perdido
Porque se sou cego também
Eis explicação pro distúrbio.

Eu vejo uma raça apenas!
Se a tez é escura e aí?
Sou pálido e fico vermelho,
Mas há o amarelo, ora, pois!

Aquele nasceu noutro corpo?
Então curta a vida que é curta
Porque corpo errado é praga
E eu nunca irei compreender,
Pois que eu não calcei o sapato...

Pra moda eu dou é banana!
Pro humano eu olho agitado
E não vou deixar de elevar
A prece por cada irmão
Que não reconhece o do lado
Como um seu igual no Universo...

Ronaldo Rhusso 

sábado, 10 de dezembro de 2011









E T de mim...

Ela não sabe a dor que tenho em mim...
Como entender alguém na tela fria?
Sei, sou, de fato, um raio em Poesia

E isso é tudo ou nada ou pouco, enfim...

Não sou metade dessa fama assim
Tão degradante ao ser que sou. Diria:
Tudo não passa, ao certo, de magia
Onde as palavras, cúmplices, são o fim...

Quando eu morrer serei logo esquecido
Não porque eu tenha feito quase nada
Ou por não ter mudado de estrada.

Será por causa desse mal sentido;
Desse ser tanto sem jamais ter sido
Ou por ter vindo à Terra em hora errada...


Ronaldo Rhusso

domingo, 4 de dezembro de 2011







Adeus!

Quanto vale um carinho igual ao teu?
Foi o meu cavilar nessa manhã...
No afã de, em meu ninho, ser só eu
É que deu-me o pensar em coisa vã.

Eu sou fã do jeitinho epicureu
Quase ateu, teu, de dar ao amanhã
Cores chãs de um caminho ao apogeu
Sem o breu, turvo mar, pobre titã...

És irmã da alegria de viver
Pois teu ser é tão cheio dessa luz
Que reluz noite e dia em minha vida...

Ah! Querida... Com receio por não ter
Merecer de tua guia que conduz
É que expus nesse enleio a despedida...

Ronaldo Rhusso