sábado, 16 de setembro de 2017

Parabéns Lenir Piccoli Zardo!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Samuel, Samuel...

sábado, 9 de setembro de 2017

Descanse em paz Diogo...




A gente vê nascer, crescer... Morrer? Que crueldade!
Não venham me dizer que foi a hora, pois não creio.
Cansei de sepultar os meus meninos... Chega disso!
A culpa de quem é senão das luzes desse mundo
que vão os atraindo e os delindo quais insetos?
Fracasso na Missão é conquistar mais de mil tentos
e ver o próprio sangue retornar para a mãe Terra...
Contemplo o invisível, não blasfemo, sou do Cristo,
mas essa minha carne dói e aperta forte o peito...
A vida, assaz, madrasta vai se rindo do poeta
e sabe que ele tem uma vontade indomável
de ver mundo melhor pra essa raça desumana
e não vai desistir até restar final suspiro...


Ronaldo Rhusso




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Questão de Alicerce...

Não sou pedreiro ou similar, mas também não sou cego. Construir na areia, e ainda à beira mar, é tombo certo!

Pode ser uma pequena construção. Contudo, à medida que se acumula mais peso sobre essa pequena construção (e isso acontece com o tempo, pois, se no início é apenas aceitável, com o passar do tempo, aqueles que se esforçam por tal construção vão impondo mais peso a ela, embora o alicerce continue o mesmo: fraco e desprovido de utilidade respeitável!) mais passível de queda ela se torna! O que colocarem em cima vai cair, também.

Por que cargas d’água eu iria querer morar ou me estabelecer sobre uma construção dessas? Fadar-me a ruína para que?

O tempo trás, também, a necessidade de melhorar o alicerce, mas com o peso que já há em cima, o jeito é emendar dos lados, fortalecer ao redor, colocar escoras...

Pronto! Agora o que havia obtido a condição de aceitável vai se tornando tão alto que a sombra causa cegueira ou obscurece a tal ponto que aquela construção passa a ser imponente aos olhos ludibriados; passa a ser tão essencial que ganha suportes obrigatórios!

É preciso, para chegar a tanto, criarem manuais que, sob o pretexto de proteger as redondezas da maldita construção, ensinem que pau não é mais pau e pedra não é mais pedra! Mesmo que ao toque o pau não demonstre ser pedra (e não importa que seja sob o protesto daqueles que não conseguem entender porque pau tem que ser pedra)...

A partir daí fica fácil porque tudo é uma questão de coragem! Quem deseja impor o erro do alicerce mal fundamentado morre por isso. Morre sem medo de defender sua má obra! Torna-se uma questão de vida ou morte mostrar que não é o alicerce que é ruim, mas a ótica de quem o vê é que está equivocada!

Por outro lado há a covardia daqueles que não são cegos. Apenas" não querem problemas"! “Não sou contra nem a favor!” “Cada um faz o que acredita ser certo!” “Tenho outras coisas mais importantes do que esse assunto!” "Cada um responderá por si"...

E o pau vai petrificando... Para cada ato de coragem um ato de covardia é necessário!

"Não podemos com eles!"  "Adianta o que brigar por construções mais sólidas se essas são mais caras em sua manutenção e trazem muitos problemas"?

É o suficiente para os “cruzados” do alicerce ruim.

Ai daqueles que se atrevem a continuar enxergando! Ai dos que se mantém firmes na convicção de que pau não é pedra! "Antiquados", "ridículos", "atravancadores do direito alheio!" "Saiam de nosso meio!" "Abandonem o planeta!"...

Está certo! Vamos abandonar sim. Aguardamos o trem. Se Ele demorar descansaremos sob o pó da desolação, mas conscientes de que fomos beija flores cuidadosos com a Mata...

Ronaldo Rhusso