sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

FELIZ 2012





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011




Ele fica de fora...



Amigo a minha fé é racional

Não é enraizada tão somente
Na Letra ou naquilo que essa gente
Proclama de uma forma passional.



A minha experiência é real!

Jesus não é imagem em minha mente.
Tocou-me e fez-me um ser bem diferente,
Mas não consigo vê-Lo no Natal!



Eu converso com Ele todo o dia.

Pois renasce em mim cada manhã
E nossa convivência é séria, é sã...



No dia dEle eu vejo a fantasia

A presepada feia e de fé fria
Que no outro dia morre triste, vã...



Ronaldo Rhusso

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011





Instantâneo...

Desato os feixes de cores
que reverberam em meu sonso olhar...
Desato a louvar o Altíssimo
pelos dons que Ele concede!
Transmutar olhos em ouvidos,
palavras em sussurros,
delírios no sentir frenético e raro...

Ah! Inspiração que erradia euforia e 
avilta o tempo e o espaço!
Ah! Quimera ansiada e entronizada
no íntimo do ser...

Abismado e em sonho contemplo o jardim rico e lindo!
O jardim é pra mim duplamente importante
e é meridiano!

Da roseira mais nobre escolhi uma rosa olorosa e macia;
tão rosinha e enfeitada por pólens lisinhos!

Ela treme e se encolhe ao meu toque gentil
que, de longe, ressente feliz terno toque.
É a rosa que é rara e que inspira esses versos;
rosa inteira entre caules marfim-salmonados.

"— Ei Nirvana! Eis que és pouco e me rio de ti"!

Não concebe o meu gozo inefável, coitado...


"— Tu sorris, minha musa"?

Eis que a dor não supera esse brilho no olhar
que pressinto daqui, do covil de poeta
que é o salteador desse corpo, ora frágil.

Arrepio me percore ao provar dessa trama
ideada nos meus mais profundos recônditos!

"— Mera pausa, ó Prenda"!

"— Hora de conversar com quem há de fazer
tua dor desistir de morar ao teu lado"...

Ronaldo Rhusso

Que pena...

Destoo das hordas descrentes
E entoo um canto pro céu.
Ali haverá o discurso
Que soa qual dor para uns
E para outros só dissona?
Alterco sem nódoa no sangue,
Mas penso no turno perdido
Porque se sou cego também
Eis explicação pro distúrbio.

Eu vejo uma raça apenas!
Se a tez é escura e aí?
Sou pálido e fico vermelho,
Mas há o amarelo, ora, pois!

Aquele nasceu noutro corpo?
Então curta a vida que é curta
Porque corpo errado é praga
E eu nunca irei compreender,
Pois que eu não calcei o sapato...

Pra moda eu dou é banana!
Pro humano eu olho agitado
E não vou deixar de elevar
A prece por cada irmão
Que não reconhece o do lado
Como um seu igual no Universo...

Ronaldo Rhusso 

sábado, 10 de dezembro de 2011









E T de mim...

Ela não sabe a dor que tenho em mim...
Como entender alguém na tela fria?
Sei, sou, de fato, um raio em Poesia

E isso é tudo ou nada ou pouco, enfim...

Não sou metade dessa fama assim
Tão degradante ao ser que sou. Diria:
Tudo não passa, ao certo, de magia
Onde as palavras, cúmplices, são o fim...

Quando eu morrer serei logo esquecido
Não porque eu tenha feito quase nada
Ou por não ter mudado de estrada.

Será por causa desse mal sentido;
Desse ser tanto sem jamais ter sido
Ou por ter vindo à Terra em hora errada...


Ronaldo Rhusso

domingo, 4 de dezembro de 2011







Adeus!

Quanto vale um carinho igual ao teu?
Foi o meu cavilar nessa manhã...
No afã de, em meu ninho, ser só eu
É que deu-me o pensar em coisa vã.

Eu sou fã do jeitinho epicureu
Quase ateu, teu, de dar ao amanhã
Cores chãs de um caminho ao apogeu
Sem o breu, turvo mar, pobre titã...

És irmã da alegria de viver
Pois teu ser é tão cheio dessa luz
Que reluz noite e dia em minha vida...

Ah! Querida... Com receio por não ter
Merecer de tua guia que conduz
É que expus nesse enleio a despedida...

Ronaldo Rhusso

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

MÓRBIDO - Com Marcos Loures








Eu sei que meu caminho está no fim,
Por isso é que despejo este soneto
São versos que ao vazio, eu arremeto,
Tentando alguma flor; pobre jardim.

A morte me rondando, diz que sim,
Os erros tão freqüentes que cometo,
No fundo, estou sem tempo, mas prometo,
Em pouco tempo acaba tudo, enfim...

Houvesse alguma chance de sonhar,
Vagar por mil estrelas; nebulosas,
As horas tão sutis e melindrosas,

Numa esperança sólida embarcar...
Mas sei que no final não serei nada,
A carne apodrecida e destroçada...

Marcos Loures

Também eu já me encontro na beirada
Do limiar que faz separação
Entre o viver sofrido e a desgraçada
Da morte que me quer plantar no chão.

Ainda assim eu nem lamento nada!
Vivi intensamente e com paixão!
Também achei de dar muita mancada,
Mas quer saber? Eu me arrependo, não.

Sorvi mulheres lindas, paraísos!
Até chapei pra ver o céu girar!
Se a morte me quiser pode levar!

Eu traço ela, também, garanto em risos,
Pois sei que ela é mulher e se tem guizos,
Serpente mal comida, eu vou domar!

Ronaldo Rhusso


Não temo esta maldita, mas procuro
Vencer os meus anseios naturais,
E o quanto nestes versos demonstrais
Traduz um solo fértil, porém duro...

Por mais que inda pareça mais seguro
O fim adentra a sala e nos vitrais
Presumo os erros tantos, funerais,
De quem neste cenário- a paz- conjuro.

Mas sei que na verdade de tal forma
O quanto pouco a pouco me transforma
Expressará num ato mais voraz,

Num etéreo vagar, renascimento,
Uma esperança além, busco e fomento,
E eternidade da alma, o vento traz...

Marcos Loures

Temer pra que se o fim é virar pó?
Querido, ela liberta e a foice é bela!
Só sei dizer que tu não estás só;
Eu transporei, também, essa janela.

Estou tranquilo e sei cantar em dó
Uma canção que fiz pr’essa magrela.
Serei pesado como a pedra mó
E afundarei o corpo e a foice dela!

Eternidade já começa agora
E até me sinto bem, com dor e tudo!
Eu sou poeta e não vou ficar mudo!

A poesia fica e em cada aurora
Renascerá enquanto a noite chora.
Sonetos eternizam... Nosso escudo!

Ronaldo Rhusso

Embora muitas vezes em meu olhar
Reluza esta esperança em brilho farto,
O sonho mais audaz jamais descarto
E sei do quanto é justo mergulhar,

E o tempo após o tempo a revelar
Cada palavra como fosse um parto,
Porém na solidão do velho quarto,
Às vezes é difícil o imaginar,

Porém quando renasce dentro da alma
A força que sublime vem e acalma
Trazendo a divindade mais sublime,

O passo se tornando bem mais firme,
E tendo esta certeza que redime,
A viga a cada dia se confirme.

Marcos Loures

A esperança é linda se decorre
Da fé que alimenta essa aliada
Que dizem ser a última que morre,
Mas se ela morre já não resta nada.

Contudo eu sou teimoso, sou um porre
De ilusão, quimeras, camarada!
Sou um guerreiro e sou o que não corre
De desafios. Topo essa parada!

A gente, então combina, de repente,
Quem for primeiro para o Paraíso
Aguarda o outro na porta c’um sorriso!

Assim eu nem lhe peço “vá na frente”,
Pois com teus avalanches és latente
E tens que ficar mais. Sincero eu friso!

Ronaldo Rhusso


Em consonância a vida prosseguindo
Na nova etapa além que se produza,
Do brilho que deveras nos conduza
Ao Paraíso etéreo, raro e lindo,

Aos poucos nas palavras vou fluindo
Usando ou abusando de uma Musa,
Que possa na verdade ser confusa,
Ou mesmo num anseio quase infindo,

Não há decerto o quanto mais temer,
É necessário em luz se esvaecer
E transcender à própria persistência

Que possa nos trazer em dimensão
Diversa a mais completa sensação
Do eterno caminhar em rara essência.

Marcos Loures

De fato essa é a idéia que sustento:
O eterno caminhar em rara essência!
Porque somos tão fortes que o lamento
Deixamos para a prole em decadência!

Nosso rimar conciso tem fomento
Em cada Musa nobre ou não. Paciência!
Confesso que às vezes as invento
Será isso princípio de demência?

Se for morrerei louco e feliz!
E essa é uma grande sensação:
Morrer desnudo de toda a razão!

“Aqui jaz outro louco, outro aprendiz
Que deu à vida um novo e bel’ matiz”
É o que na minha pedra escreverão.

Ronaldo Rhusso

A vida se refaz e nisto vejo
Além do quanto seja mais palpável,
O sonho se fazendo sempre arável
Traduz em plenitude este desejo,

Do mundo aonde trace em azulejo
O canto que se trame incomparável,
E nisto nosso verso imensurável
Reflita muito além de algum lampejo,

Em epitáfio traçaremos luzes
E mesmo quando se aproximem urzes
Os passos seguem sempre mais audazes,

E quando não restar sequer o pó,
Nos versos e delírios, jamais só,
Co’alento que deveras tu me trazes.

Marcos Loures


O pó ao vento vai ser relegado
E muitos dele, sei, aspirarão.
Algum deles há de, muito inspirado,
Continuar com zelo essa Missão!

E a morte perderá, pois é seu fado!
Ela não pode ir na contramão
Desse caminho que temos traçado
Com gana, com amor e com paixão!

Contribuímos para um mundo novo
Com clássica maneira de expressar
A mais perfeita forma de rimar.

Alguém em meio a todo esse povo
Entenderá: Soneto é um renovo
E o tempo a ele não vai apagar!

Ronaldo Rhusso


Por mais que tentem mesmo relegar
Ao mais ínfimo plano a poesia,
A vida se renova e a cada dia,
Num cíclico caminho a se mostrar,

E assim, porquanto possa em nobre altar,
O tanto que por certo moldaria
A face mais sutil da fantasia,
O verso nos impele a caminhar.

E assim, numa semente germinada,
Aonde se imagina houvera nada,
Uma eclosão de luz se faz presente,

E mesmo quando em ossos resumido,
O canto, ainda assim será ouvido,
E a morte sendo morta, plenamente...

Marcos Loures


O destino da morte é ir pro “sal”!
Ela não vai durar, garanto, amigo!
A Poesia sim é eternal
E para mentes nobres, doce abrigo!

És um Quixote ímpar, sem igual
E nesse versejar, trazes perigo
A todos que persistem no ideal
De não rimar, dizendo: “não consigo”!

Essa modernidade é até bem vinda,
Mas que nunca nos falte c’o respeito
Porque de fato é duro e tolo pleito!

Não querer aprender à mente blinda
E torna essa ignorância a sina infinda
Abrindo para a morte o farto peito.

Ronaldo Rhusso


Em nome do que seja modernismo,
Soneto se destroça, rudemente,
E o que deveras vejo e em dor se sente
No fim se apresentando em cataclismo,

Mesmo Drummond, Bandeira, sem cinismo,
Seguiram velhas regras, claramente,
Quintana também mostra este evidente
Caminho sem o qual, volátil, cismo.

Porém os ditos neo-sonetistas
Que aqui, ali, além; aquém avistas,
Num sintoma cruel de incompetência

Ou mesmo de preguiça, não sei bem,
Milagres no vazio sempre vêm
E, pior, nunca admitem a evidência.

Marcos Loures


Não liga! São somente uns coitados
Que tentam percorrer nosso caminho
Sem atentar que são desafinados
Mas precisamos dar-lhes um carinho...

Que não se sintam, eles, rejeitados!
O poço onde bebemos é pertinho
E lá, eis, poderão ser saciados
Ou afundarem em vão “talentinho”!


Querer não é poder, disso sabemos.
Mas tem quem não consiga crer, que pena!
Será que têm a alma tão pequena?

Vai ver só loucos creem no que cremos.
Se for verdade, amigo, o que faremos?
Derramaremos mais poesia plena!

Ronaldo Rhusso



É como respirar, tu sabes bem,
A poesia doma e a gente segue,
E a vida de tal forma assim prossegue
Ainda quando a sorte amarga vem,

Poreja em cada verso, o que contém,
E na alma este cenário além navegue
E mesmo que decerto o brilho cegue,
Na luz o quanto sei e nos convém,

Ousar acreditar e ser feliz,
Ao tatearmos tudo o quanto possa
Trazer esta certeza viva e nossa,

Do mundo que nos sonhos, tanto quis,
Sendo inerente a voz em consonância
Espero que traduza ressonância.

Marcos Loures


A ressonância eu já ouço, feliz!
À consonância que nos une em versos
A própria natureza pede bis,
Pois sente-nos, em recriar, imersos.

Mesmo que fôssemos assaz dispersos
Num rabiscar a vida toda em giz
Assim qual fiz em versos, que, inversos
Mostra o Soneto em um outro matiz!

Percebo o desagrado intolerante
Do tipo que jamais eu percebi
como se eu fosse tolo, mas me ri!

Amigo é sempre bom e estonteante
Compor contigo e espero doravante
Continuarmos. Hoje encerro aqui!

Ronaldo Rhusso

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Estrela 
de nome amor!

Lembrei de Adão e seu pleno poder de escolha...
Por que morrer com Eva se foi ela quem errou?
Mas eis que a razão já não podia explicar.
E o lindo Paraíso não faria mais sentido...
As vidas desses pais estavam tão entrelaçadas!

O bravo Lampião vivia com seu braço forte.
Há mesmo, até, quem diga que a mente era ela!
Pra que morrer assim, me diz, ó moça tão bonita?
 Pra que perder linda cabeça invés de esperar em casa?
As vidas desses bravos estavam tão entrelaçadas!

Pensei em te deixar, seguir de encontro ao infinito.
O plano era certeiro e minhas malas eram prontas...
Doeu-me teu chorar e comovido dei o grito:
Permite, ó Eterno, que eu fique um pouco mais!
Pois eu e a poesia em entrelaço nos casamos...
Eu vi meu nome e o dela
cravejados numa estrela
denominada
amor!




Dominou Números




Inverso ao vinte e quatro
Achou-se em dezessete
Amando a mil por hora
Veloz e por inteiro...

De vinte a dezesseis
A queda foi real.

Andou bem só com dois
Até rolar em quatro.

Três dias e três noites
Ressuscitou, morreu,
Inverteu sem querer...

Do um já não sai mais.

Ronaldo Rhusso


domingo, 9 de outubro de 2011

Outro de amor...






Realidade...

Sei que anjos veem distante,
Mas cadê que eles se enxergam?
E quando suas asas vergam
Pode haver ser mais massante?
Não suporta um rasante...
Já não pode proteger
A si mesmo ou outro ser,
Pois com fim já decretado
Vai definhando calado;
Vai morrendo sem morrer.


Anjo velho e imprestável
É enfado ao Universo!
Antissocial, disperso
Do real. Que lamentável!
O passado, memorável,
Fica até envergonhado!
Fica desmoralizado
Pelo atuar escasso
Coroado de fracasso
Digno de ser lamentado...


Sobe frágil a montanha
E o olhar fica perdido
Fixo em algo já vivido:
Em uma antiga façanha
Que foi grande, foi tamanha
A ponto de ser lembrada,
Mas que já não vale nada
Porque sabe em seu eu
Que passado é pra museu
E pra alma amargurada...


Homem Raio envelhece
E se torna olvidado.
Sabe que ser rejeitado
É algo que lhe acontece
Porque de fato merece.
Sabe que não tem futuro
E que mesmo sendo duro
Escutar o coração
A dizer-lhe um outro não
É melhor que um sim escuro...


Resta-lhe olhar pra frente
Porque ele ainda tem brio
E encara a sangue frio
Sua condição recente,
Pois se é anjo é decente
Mesmo velho e dispensável.
Anjo é sempre um ser amável
E consegue até sorrir
Do inútil existir;
Tem um humor invejável!


Quando declarou amor
Uma ou outra vez na vida
Foi um sentir sem medida
Cheio do mais puro ardor
Do tipo que dói sem dor!
Para toda uma existência
Amar e com excelência
Duas vezes é tão raro
Que para encerrar declaro:
É uma linda experiência!



Ronaldo Rhusso

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SÁBADO DO SENHOR



Sinto o conforto de ímpar avanço,
Árvore plena de paz e bonança;
Bênção perene de amor e esperança
A quem deseja um perfeito remanso.
Dia que D’us separou pro descanso,
Onde deixou digital qual herança
Do Seu exemplo que hoje me alcança
Oh! Descansou também Ele, afianço!
Se não se cansa por que descansou?
Eis que não pede se nunca cumpriu
Não é tremendo Esse D’us que fruiu
Halo suave de pausa que armou
O refrigério que eterno tornou?
Riam, ó povos, findou labor vil!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011







Watch Out!

Nos tempos de criança era feliz;
Foi no que cri até esse momento...
Mas lembro de um colega pobre, insento
Do mínimo direito e em meu país!

Se morro um pouco antes, por um triz,
Eu não repararia que esse vento
Também viu gente sem o alimento
E eu com tanto aqui, burro, nem quis...

Felicidade tu és um engano!
Agora sinto toda a dor do mundo
E me corrói no ponto mais profundo!

Estamos já no fim de mais um ano
E sei que existe ser que, tão insano,
Nem vê que não amou... Desceu tão fundo!

Ronaldo Rhusso

segunda-feira, 3 de outubro de 2011





Desisti desse sonho...


Fui ao centro da terra que existe em meu ser delirante.
Num rompante deixei-me explorar cada veia!
Vi que a teia de vasos brilhava em degradê.
Cada por que fui deixando para o ontem perdido...
Surpreendido com meu sangue misturado a letras,
Vi borboletas de células que assinalavam
Textos que se formavam em neurônios abusados,
Deixados à própria sorte, num ritual de morte ao enfado
Causado por cada fonema usado  em tema massante.
Fui grimpante dependurar-me em forte fibra muscular
Permiti-me descansar embalado pela bomba de cárdio;
Em reflexo de sárdio bronquial, meus olhos feri.
Nem percebi meu despertar, e, de sonhar, resolvi desistir...



Ronaldo Rhusso

sábado, 1 de outubro de 2011





Desce o Sol atrás do monte...

Eis mais uma semana a iniciar
E quais serão as lutas dessa vez?
Percorre-me arrepio em alva tez
E lembro que preciso me bronzear...

Ao menos é o que dizem, mas teimar
É uma desvirtude e Quem me fez
Deixou essa lacuna... Eis outro mês
Pra que eu corrija isso em frente ao mar...

O por do Sol foi quem anunciou
O início de outro dia, a parte escura,
E já que é outra semana a coisa é dura!

Esse Soneto, eu sei, que lhe “encucou”,
Mas digo que o melhor de mim eu dou
Com fins de edificar alma que é pura!

Ronaldo Rhusso

SOCIALIZANDO....



Existem diversas iniciativas que disponibilizam e-books gratuitamente em diversos idiomas, inclusivamente em língua portuguesa (como é o caso do Projecto Gutenberg).

... e existem projectos que visam a criação desses mesmos e-books.

Sou coordenadora um projecto de voluntariado literário, que visa a revisão de texto OCR (texto opticamente reconhecido pelo computador) por voluntários, a partir de imagens digitalizadas, para disponibilização de obras em língua portuguesa no domínio público em formato de texto. Toda a revisão é feita página a página, na Internet, sem necessidade de download de programas especiais.

Contamos actualmente com 325 voluntários lusófonos espalhados um pouco por todo o mundo.

Este trabalho voluntário possibilita o acesso de forma gratuita e livre às 516 obras existentes actualmente (disponíveis em http://gutenberg.org/pt -- Projecto Gutenberg). Somos actualmente o 7º idioma com mais livros disponíveis.

Os ficheiros finais, resultado da revisão, encontram-se em texto codificado ISO-8859 e são "legíveis" pelos computadores de pessoas com deficiência visual, que interpretam os caracteres e os "lêem". Actualmente é feito um esforço para criar uma versão extra em html para tornar a leitura mais agradável.

Toda a divulgação do projecto é bem-vinda.

Sítio do projecto:
http://pagina-a-pagina.blogspot.com

Estou disponível para esclarecimentos adicionais.
Cumprimentos,
Rita Farinha

sexta-feira, 30 de setembro de 2011



é Deus que, com linhas de Universo,
Escreveu nesse Planeta forte amor e sem medidas
por humanos, raça frágil, mas que Lhe é Obra prima
do processo de criar!

Poeta é Deus que disfarçou-Se de humano,
experimentou cansaço,
percebeu como é a dor
que transtorna o coração
e Se deu sem restrições,
porém vendo que a maldade
tornou cego o resgatado,
escreveu com sangue puro
"Eu vos amo assim mesmo"!  
Poeta é Deus que está compondo uma Ode
cujo nome é tão bonito!
É Nova Jerusalém,
onde escreveu em ouro
o seu nome e o meu.
Vamos lá ver se é bom mesmo?  

Feliz Sábado!





quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Homenagem ao Redil onde nasci para o Reino de Deus...


Soneto à Casa do meu Pai!

Nasci em ti, ó Templo tão sagrado
A ponto de escorrerem-me na face
As lágrimas de quem foi amparado
Em hora crucial! Bom desenlace!

Do mundo escurecido, resgatado,
E sem temor deixei que me alcançasse
A graça excelsa do crucificado
E ressurreto Deus... Cessou impasse.

A Vida Eterna eu pude vislumbrar,
Qual tenra ovelha tímida e em dor
Que nunca desviou-se da proposta

Oferecida a quem a desejar:
Deixar-se sob as mãos do Salvador
Na I A S D do Nelson Costa!

Ronaldo Rhusso


domingo, 11 de setembro de 2011




Você conhece o Fib?

Atribuído em relação à sua criação ao poeta  John Frederick Nims em 1974. O FiB é um meio de contar histórias de forma poética, embora ainda seja um formato experimental da poesia ocidental, tendo semelhanças com o haicai, mas baseado na seqüência Fibonacci (é formada da seguinte maneira: inicia-se a contagem com o algarismo 1 o próximo será a soma dele mesmo, ou seja, 1. Em seguida teremos 1 + 1 = 2 Assim já temos: 1, 1, 2... Agora somamos 1 + 2 = 3 então temos 1, 1, 2, 3, então somamos 2 + 3 = 5, então temos: 1, 1, 2, 3, 5, então somamos 3 + 5 = 8 Assim temos 1, 1, 2, 3, 5, 8...  É uma sequência infinita e sempre iremos somar os últimos dois algarismos para chegar-mos ao próximo).  Ou seja, o típico soco (fib, pois também é uma gíria nos guetos americanos) é uma versão do haiku ocidental contemporânea ambos seguem uma estrutura rígida.  O FIB é tipicamente sexteto contando com o título que pode e deve fazer parte do texto. Tradicionalmente deve conter  20 sílabas poéticas! A verdade é que esse número não deve variar nem para mais nem para menos. Sua construção é a seguinte 1/1/2/3/5/8:
 
1
Eu
1
Sei
2
O que
3
Você fez,
5
Pois sou visionário;
8
Mas você consegue entender?
 
Então... Agora que você já conhece a fórmula, que tal compor algumas hisTorinhas em forma de Fib?
 
 
Quem desejar mais informações é só acessar o blog do Gregory K. um dos maiores exercitadores dessa arte poética contemporânea!
 
http://gottabook.blogspot.com/2006/04/fib.html
 
Ronaldo Rhusso
 
 
São
 
seis
os versos
com o título.
Um, um, dois, três, cinco
mais oito os sons do real fib...
 
RRhusso
 
 
 
 
 
Morte
 
única
certeza
que se tem
para a humanidade;
caminho a ser percorrido...
 
Ronaldo Rhusso
 
 
Sei
 
que
algumas
dessas coisas
fui quem escreveu,
mas finjo que não me recordo...
 
Ronaldo Rhusso
 
 
Rio
 
de
Janeiro
a dezembro
tudo muito lindo!
Tem as digitais do Senhor!
 
Ronaldo Rhusso
 
 
Dispo
 
o
sentir
pra mudar
o meu rumo aqui;
a alma e me despeço nu...
 
RRhusso
 
 
Dor
 
é
parceira
de quem foi
na vida iludido...
É sinal de que inda respira...
 
RRhusso

Espelho


Os dilemas espalham-se aos montes
e eu nem olho pra face de um deles,
pois que sei que o conheço do céu
que por mim já foi fantasiado.
Dá razão a quem tem, pois é justo
e talvez até traga-te um prêmio!
Quanto a mim fico dentro de casa
a esperar o que sei que nem vem.
Só queria esse espaço mais cônscio
apesar de saber que é insano
o sorver dessa sobriedade
alterada na cor do estranho.


Ronaldo Rhusso
Refletindo

Eu sou réu e do tipo "confesso"
E nem peço pra ter u'a defesa!
"Gentileza gerou gentileza"

Mas dormia debaixo da ponte!
Lá do monte espreitei o caminho
e um espinho senti na ilharga!

Essa carga que impõem ao poeta
é veneno, mas nunca lhe veta.

Ronaldo Rhusso

sexta-feira, 9 de setembro de 2011





S abe o presente sagrado de D’us?

Á timo pr’Ele, mas grande p’ra nós.
B ônus, de fato, para os filhos Seus!
A h! Do descanso real, eis a Foz.
D ia sagrado em todo o Universo.
O nde houver vida ressoa esse verso! 

 '

D ize, ó minh’alma, louvores perfeitos!
O h! Que alegria findaram-se pleitos!

 '
S almodiando persigo o além
E m novos céus onde a paz será fato
N ada de mal, só tranqüilo regato
H ás de fruir, Nova Terra, também.
O h! Que esperança, pois nada de dor,
R iscos ou perdas... Somente o Amor!


'

Ronaldo Rhusso





Reciclagem


Do pó fiz vidro,
moldei um copo,
enchi de sonhos...


Ronaldo Rhusso


Conjecturas...
 
Se o mar está sereno, a mente, então, tranquila,
Cavila o pobre tolo; ostenta sua ilusão.
Diz não a tempo ameno; obtuso se perfila.
Desfila em tosco rolo; aumenta a solidão!

Razão não lhe é forte. Entorna a letargia.
Vazia a mente pena; acode ao definhar...
Deixar de ser consorte, envida a euforia.
Se um dia rouba a cena, a fala 'suja' o ar.

Estar não lhe conforma; então o que fazer?
Viver pensando em 'ter'? Por que deixar de 'ser'?
Sorver o que transtorna, evoca insensatez.

Se a tez, por sí, deforma é que chegou a vez.
Freguês do corromper só colhe o mais sofrer.
Querer ter mais que ser é triste! É de doer!



Gostaria, ainda de brincar com esse Alexandrino, pois, apenas para uma questão didática o verso Alexandrino tem doze sílabas poéticas e é dividido em dois hemistíquios de seis sílabas, cada:
'
Ex:
'
Se-o mar es tá se re no,/ a men te,- en tão, tran qui la.
'
1......2...3..4..5..6.......1..2...3....... 4....5....6
'
'
Se contarmos até a sexta sílaba de cada hemistíquio e pularmos para o verso seguinte poderemos ler dois poemas independentes hexassilábico.
'
'
Pode parecer complicado ou impertinente, mas essa construção foi trabalhada de forma que, seja no todo, ou na dicotomia de hemistíquios, o texto verse acerca da controvérsia entre Parmênides e Heráclito.
'
'
Sempre que construo um texto busco alguma contextualização e me pergunto se esses "detalhes" são percebidos. Todos os dias percebo que estou num Grupo novo e não me faço de rogado, escrevendo ou repetindo postagens nessas dezenas de Grupos e ainda não lí qualquer comentário onde essa minha prática fosse percebida...

'

'
Por que estou comentando isso?
Primeiro por falta de sono nesses instante e depois, porque sinto que a minha mensagem não é passada por completo...
Só isso!
'
Então a dicotomia ficaria assim:
'
1o HEMISTÍQUIO:
'
Conjecturas...
'
Se o mar está sereno,
Cavila o pobre tolo;
Diz não a tempo ameno;
Desfila em tosco rolo;
'
Razão não lhe é forte.
Vazia a mente pena;
Deixar de ser consorte,
Se um dia rouba a cena,
'
Estar não lhe conforma;
Viver pensando em 'ter'?
Sorver o que transtorna,
'
Se a tez, por sí, deforma
Freguês do corromper
Querer ter mais que ser....
'
'
2o HEMISTÍQUIO:
'
'
Conjecturas...
'
a mente, então, tranquila.
ostenta sua ilusão.
obtuso se perfila.
aumenta a solidão!
'
Entorna a letargia.
acode ao definhar...
envida a euforia.
a fala 'suja' o ar.
'
Então o que fazer?
Por que deixar de 'ser'?
evoca insensatez.
'
é que chegou a vez.
só colhe o mais sofrer.
é triste! É de doer!



Ronaldo Rhusso 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Diálogo com Marcos Loures II - A Dominação!



Meu amigo, o teu grito é um alerta
E me ponho ao dispor para atender
O que o Santo e bom Deus puder fazer
Ao usar-me, instrumento que desperta!

Amigo, oh, eu percebo a hora certa
Para dar testemunho, e com prazer
De que sei muito bem desse doer,
Mas eu lembro: Eis, de Deus, a porta aberta!

A minha prece é forte ombro, amigo!
O meu orar apela ao Soberano:
“Tem piedade, ó Senhor! Sei, tens um plano.

Eu te rogo a mercê que é forte abrigo
E, oh, livras, suplico, do perigo
Meu amigo de todo e qualquer dano”!

Ronaldo Rhusso

Por vezes nossa vida se transforma
E as bases que julgara firmes são
Apenas arremedos da ilusão,
Tomando num instante nova forma,

Ouvir a tua voz já me conforma,
Saber que inda existe solução,
Em Deus, feito no Amor e no Perdão,
Ousando na esperança, nobre norma.

Escuto a tua voz, meu companheiro
De tantas e difíceis caminhadas,
Promessas de outras claras alvoradas,

Cevando com nobreza este canteiro,
Aonde em florescência a vida brota
Mudando num momento a antiga rota.

Marcos Loures

Poder nos vem do Alto e regozijo
Pela dádiva nobre e eficaz
Concedida pra nós: Augusta paz
Que é tépido e lindo esconderijo!

Ah! Eu corro pra Ele, eu me dirijo
Na certeza da força que me faz
Pressentir que podemos muito mais
Nesse Amor que é Rocha, é forte, é rijo...
Quando eu olho o passado e vejo tudo
Que Ele fez... Nem mereço, eu fico mudo!
Então penso melhor na florescência

Dessa aurora necessária para a vida
Que pro fraco e cansado é a guarida
Mas que chamo de Amor, a pura essência!

Ronaldo Rhusso

Unidos pela fé que nos permite
Vencer quaisquer batalhas vida afora,
A força divinal nos revigora
E não conhece- eu sei- nenhum limite.

E quando nesta glória se acredite,
Em meio às vis borrascas já se ancora
Com toda mansidão e sem demora,
No Amor que nos liberta e não se omite.

Seguimos pela vida sem temores,
Embora tantas vezes mortas flores
Expressem um futuro tão instável,

Fazendo do perdão nossa bandeira
Prepara-se de fato, a vida inteira,
Terreno para a Glória, em paz arável.

Marcos Loures

Perdão é o pendão que me interessa
E sei que tem mão dupla e liberta;
Ele age no pecado qual coberta
Que sana o frio da dor com muita pressa!

A força divinal pra quem confessa
O erro cometido, eis, acoberta
E traz real conforto em hora certa.
A quem interessar: a hora é essa!

Abrir o coração ao Criador
É só para os fortes e valentes,
Pois sorvem grande Amor vindo em torrentes!

A Glória que procuro, e com ardor,
Não faz escolha entre classe ou cor
Mas acha-se aberta a todos entes!

Ronaldo Rhusso

Quem conhece a verdade libertária
Jamais se negará enquanto a vida
Às vezes parecendo sem saída
Encontra a palavra solidária.

Ainda sendo a sorte procelária,
O Amor feito em louvor logo lapida
Na Glória uma certeza construída
Trazendo em noite escura, a luminária.

No Deus eterno e vivo, persistimos,
E mesmo quando a vida trama os limos,
Nesta esperança além teimo e persisto.

E tendo como Pai e nobre Irmão,
Abrindo sem fronteira o coração,
Sabendo a perfeição em Jesus Cristo

Marcos Loures

A Verdade liberta e traz a cura
Para a alma, pro corpo e para a mente.
Eu bebo dessa Fonte e é contente
Que afirmo: é a mais límpida e pura!

A noite nunca mais fica escura
Se temos Essa Luz resplandecente
Mostrando que se torna diferente
A alma que em louvor vive segura!

O persistir nAquele que é Eterno
É a sabedoria que me importa
Pois mostra que a esperança nunca é morta.

Mas nesse mundo louco e tão moderno
Prefere-se a frieza desse Inverno
Do que todo Esse Amor que Ele comporta!

Ronaldo Rhusso

Porém enquanto houver alguma luz
Que venha nos guiar a cada dia,
Do túnel a saída se veria
E ao todo cada facho nos conduz.

Não falo e nem percebo mais a cruz,
A liberdade traça em galhardia
O sonho que domina a poesia,
Pois nela está presente o Bom Jesus.

Após o duro inverno, a primavera,
E a vida noutro instante regenera
Transforma toda a neve em flórea senda,

Ergamos nossas preces e orações
Unindo vozes, versos e emoções,
E assim novo verão, amor desvenda..

Marcos Loures

Certeza dessa Luz é maravilha!
A guia para vida é importante
E torna a lida tão menos massante
Que vemos bem melhor a melhor trilha!

Jesus, por certo, não quer-nos qual ilha
Das gentes e de tudo tão distante,
Pois quer nos ver trilhando o triufante
Percurso de mãos dadas. Isso brilha!

As Estações do ano Ele atenua
E traz ar fresco em tórrido Verão
Ou no Inverno aquece o coração...

Apraz a Ele ver a alma nua
Despida do pudor que se insinua
E alça a voz em plena gratidão!

Ronaldo Rhusso

Jesus que é feito Verbo, meta e luz,
Farol desta existência que buscamos,
Um mundo sem escravos, donos e amos,
No Amor que mansamente nos conduz.

Levando para o Eterno em rara Glória,
Unindo nossos passos num só passo,
Num tempo aonde o todo é mais escasso,
Somente com o Pai temos Vitória.

A vida nos ensina com espinhos,
Porém é necessário o caminhar
E tendo algum motivo p’ra sonhar
Fazendo de esperanças nossos ninhos.

E acima de qualquer canto ou louvor,
O agir co’a imensidão do pleno Amor.

Marcos Loures

O Verbo fez-Se carne e foi por mim!
Em minha vida é fúlgido farol
Que da Justiça é ímpar, belo Sol
A mostrar o Caminho certo, enfim!

Derramou o Seu sangue carmesim
Para cobrir pecados qual lençol.
Os meus, confesso, é grande e triste o rol,
Mas Ele sussurrou pra mim assim:

“ - Querido, Eu te conheço. Sei tua lida!
E a esse teu amigo talentoso
Eu vejo com olhar terno e orgulhoso!

Artista como ele tem guarida!
Por ele sim sofri grande ferida
E com todo esse amor fico animoso”!

Ronaldo Rhusso

Amar sem ter limites nem medidas
A vida nos ensina, companheiro,
E sei do quanto o canto é verdadeiro
E traz em seus acordes nossas vidas.

E tanto em poesia tu dividas
Gerando muito além de algum canteiro,
Num templo aonde possa este luzeiro
Traçar as alegrias presumidas.

O dom que tu carregas, divinal,
Expressa o ser além do racional
Cuja emoção se espalha no arrebol,

E eu qual fosse apenas mera lua
Reflito o que minha alma ora cultua
Bebendo a claridade de ti: Sol!

Marcos Loures

Limites para que se o amor é tudo?
Medidas não lhe cabem, todavia,
Havia um tempo bom que noite e dia
O Dom supremo era mais que escudo...

Às vezes penso “Deus, ficaste mudo”?
Mas ele me responde: “Rebeldia
É o mal que à minha voz até desvia”!
E assim mais me dedico ao Seu estudo...


Ainda há esperança na poesia,
Pois ela brilha mesmo que tardia
E bebe dessa Fonte luzidia.

Trazendo lindo encanto e quem diria?
Concede para o Amor a primazia
Tocando o coração que não sentia...

Ronaldo Rhusso


Reflete sobre tudo esta certeza
De um Ser que sendo essência gera e doma
E mesmo quando a vida nega a soma,
Sublime maravilha põe a mesa.

A vida presumindo a Natureza
Daquele que em verdade em paz nos toma,
E jamais se escondendo em vã redoma
Eclode a cada dia em tal beleza.

Num átimo mergulho no infinito,
E tendo muito mais que necessito,
Agradecendo ao Pai cada momento.

O mundo desenhado em harmonia
O tanto quanto trama em alegria
Trazendo a quem padece um raro alento...

Marcos Loures

Ah! Ele Causador da própria vida,
Certeza do cuidado sempiterno,
Derrama sobre nós poder superno
E põe no mal a certa e forte brida!

A Sua natureza é tão querida
Por mim e por quem não vê no externo
Razão que justifique ódio moderno;
Reparte cada bênção concedida.

Amigo, a rapidez que Ele mergulha
Em busca da ovelha desgarrada
É algo incomparável e enfada

Àquele que perdido,  qual agulha
No palheiro da vida, sofre, arrulha
E a dor não Lhe entrega... Alma coitada...

Ronaldo Rhusso


DUETO
-
Ronaldo Russo e Marcos Loures dão
um mostruário da categoria
a que pode elevar-se a Poesia
a ser lida em voz alta e escansão
-
Exemplar espetáculo de união
faz-me sonhar que este país um dia
poderá se livrar da arritmia
da ganância, do orgulho e da ambição
-
que descaminham muitos para o crime;
pondo fé e esperança em cada verso
não dão espaço algum para o Perverso,
-
na exaltação dAquele que redime.
Fiel aos temas que o dueto traça
sou grato a Deus por tão excelsa graça.
-
Diógenes Pereira De Araújo