sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mãe...



O frio que me congela nesse instante
assusta, dói, destroça desde a alma...


Parece endurecer minha medula
e desconcerta a fonte de pensar...


Eu sei: a lágrima adianta nada!
Tampouco me interessam sensações
que não mais sentirei, sou nau sem porto...


Eu tremo, convulsiono... E adianta?
Que nada! A morte é má e acerta em cheio.


E a fé? É por o pé sem ver o chão
e já não vejo esse chão faz tempo...


Mas ponho pé, cabeça, assim mesmo
porque eu sei em Quem eu tenho crido...

Ronaldo Rhusso




Um comentário:

Andre Brum disse...

Foi dificil para mim, a leitura.
Todas as sensações e dores da partida da minha mãe, ainda tão nitidamente gravadas na minha alma, retornaram com toda a força.

Hoje mesmo, conversando com um amigo, comentei que uma das frases que mais me afetaram foi exatamente "EU SEI EM QUEM EU TENHO CRIDO". Desde que a li no teu texto, fiz dela o meu lema de vida.

Deus nos abençoe, a todos nós.